Pular para o conteúdo
Décima Via

Manaus · Vídeo de 31:39 ·

Safari Amazônico em Manaus

Quanto custa cada passeio, de onde sai o barco e como foi cada parada, sem filtro.

O safari amazônico sai do Mercado Municipal de Manaus e custa a partir de R$ 80 por pessoa, com barco, almoço regional e visita a uma aldeia indígena. Nadar com o boto-cor-de-rosa (R$ 20) e pescar pirarucu (R$ 10) são pagos à parte. Somando tudo, o passeio completo fica em uns R$ 110 por pessoa e ocupa praticamente o dia todo.

Abaixo está o preço de cada coisa, o roteiro parada por parada e o que a gente achou de verdade.

Quanto custa o safari amazônico em Manaus

O quêPor pessoa
Passeio (barco, almoço e aldeia indígena)a partir de R$ 80
Nado com o boto-cor-de-rosaR$ 20
Pesca do pirarucu (3 iscas)R$ 10
Pintura no rosto na aldeia (opcional)R$ 10
Picolé na aldeiaR$ 5
Passeio + boto + pirarucuuns R$ 110

Valores do dia em que fizemos o passeio.

Não pague mais caro. Tem agência cobrando R$ 200, R$ 400, R$ 500 e até R$ 600 pelo mesmo roteiro. No fim, todo mundo embarca no mesmo barco e faz as mesmas paradas. A gente foi com o Max, o mais barato que achamos (contato logo abaixo).

No barco tem água mineral, e vendem refrigerante e cerveja. Todas as paradas têm lojinha e lanche, então leve um dinheiro a mais para os extras.

Como ir: de onde sai o passeio

  • Ponto de partida: Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus.
  • Agência que nos levou: Max, da Crystal Turismo. WhatsApp +55 92 8489-8875. Fala com ele e diz que viu no canal da Décima Via.
  • Barco pequeno ou grande: nos fins de semana e feriados, com mais gente, sai também uma embarcação maior, de dois andares. A gente foi na pequena. A diferença só aparece no Encontro das Águas: do andar de cima você vê a imensidão; no barco pequeno você vê tudo de perto, na altura da água. A gente preferiu assim.

O roteiro, parada por parada

1. Nado com o boto-cor-de-rosa

A primeira parada é um flutuante onde os grupos esperam a vez de entrar na água com os botos. Custa R$ 20 por pessoa. A Joyce entrou duas vezes; o Victor ficou filmando. Quem entra na água não filma, então combinem antes quem fica com o celular.

2. Encontro das Águas: Rio Negro e Solimões

É onde o Rio Negro, escuro, e o Rio Solimões, barrento, correm lado a lado sem se misturar. A água do Rio Negro é muito ácida, por causa do material orgânico que se decompõe nela, e por isso a diferença de cor é tão marcada. Visto de perto, da altura da água, impressiona.

3. Pesca do pirarucu

O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo: pode passar de 200 kg e chegar a uns 3 metros. A pesca é num criadouro flutuante e não é pesca de verdade: a isca vai amarrada num barbante, sem anzol, então o peixe não se machuca. Você só sente o puxão forte da boca dele. Custa R$ 10 com três iscas. O piso é todo flutuante, então segure bem o celular.

4. Almoço regional (incluso)

O almoço é um bufê com comida da região, e todo mundo come junto, dividindo as mesas. Tinha arroz, arroz com legumes, feijão, macarrão, farofa, vatapá de frango, pirarucu empanado, caldeirada de tambaqui e pirão de peixe.

O pirarucu empanado é carnudo e sem espinha. Levou nota 10 da Joyce, mas veio com pouco tempero: com limão fica bem melhor. Uma precaução nossa: evitamos a salada crua, porque não sabíamos com que água tinha sido lavada.

5. Trilha suspensa: árvore centenária e vitória-régia

Depois do almoço, você atravessa uma feirinha de artesanato e chega a uma trilha de passarelas de madeira sobre a mata alagada. São uns 10 minutos de caminhada, e as pontes são firmes.

A estrela é uma árvore centenária gigante. Não dá para tocar nela: é sensível e vai morrendo com o contato. Uma marca no tronco mostra até onde a água chega na cheia, quase no alto. A gente foi no começo da seca, com o rio baixando uns 20 cm por dia. Na cheia, a trilha inteira fica debaixo d’água; na seca forte, o passeio muda e dá até para entrar entre as raízes de uma árvore morta.

No fim da trilha tem um lago com vitória-régia (nome científico Victoria amazonica). Ali ela é selvagem e fica longe da passarela. Para ver de perto e mais bonita, vale ir ao MUSA, o Museu da Amazônia, em Manaus.

Disseram que aparece macaco na trilha. Foi a terceira vez do Victor ali, e ele nunca viu nenhum.

6. Aldeia indígena (e o jacaré assado)

A última parada é uma aldeia indígena que tem bastante contato com a cidade: cabanas, lojinha e até açaí à venda. A pintura no rosto custa R$ 10. Depois vem a apresentação do pajé e de alguns rituais, e no fim eles chamam os visitantes para dançar junto. É opcional; a Joyce foi.

Tem uma arara que fica por ali, e eles assam peixe e jacaré. A gente provou: a carne é dura, densa, quase sem tempero e com um cheiro forte. Sinceramente? A gente prefere o pastel de jacaré. Para fechar, um picolé de R$ 5, muito bom.

No caminho dá para ver, de longe, as ruínas de uma casa engolida pelas raízes das árvores. Não é aberta à visitação, e tem marimbondo por perto.

Dicas

  • Protetor solar: se você tem a pele clara, não esqueça. No barco passam vendedores com protetor e repelente.
  • Repelente: na nossa experiência, não precisou. Em três passeios, nunca vimos mosquito: o Rio Negro tem água ácida e pouca vida, e isso ajuda.
  • Dinheiro para os extras: boto, pirarucu, pintura, lanches e lojinhas são pagos à parte. Separe uns R$ 50 por pessoa além do passeio.
  • Lembrancinhas: na feirinha do passeio, a piranha empalhada sai por R$ 50; no Mercado Municipal, a gente pagou R$ 70. Tem também máscaras feitas com escama de pirarucu e boca de piranha.
  • Época do ano: o passeio muda com o rio. Na cheia, a trilha fica alagada; na seca, partes viram caminho a pé.

Vale a pena?

Para a gente, vale, desde que você não pague caro. Por uns R$ 110 é um dia inteiro com boto, Encontro das Águas, pirarucu, almoço e aldeia indígena. O que mais curtimos foi o Encontro das Águas visto de perto e o nado com o boto. Os pontos fracos foram o jacaré assado e a vitória-régia longe da passarela; para ela, o MUSA é melhor.

Mais dicas da cidade em Manaus.

Perguntas frequentes

Quanto custa o safari amazônico em Manaus?

A partir de R$ 80 por pessoa, com barco, almoço e visita à aldeia indígena. Somando o nado com o boto (R$ 20) e a pesca do pirarucu (R$ 10), fica em uns R$ 110.

De onde sai o passeio?

Do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus.

O que está incluso no preço?

O barco, o almoço regional e a visita à aldeia indígena. Boto, pirarucu, pintura no rosto, bebidas e lanches são pagos à parte.

A pesca do pirarucu machuca o peixe?

Não. A isca vai amarrada num barbante, sem anzol.

Precisa levar repelente?

Na nossa experiência, não: em três passeios, nunca vimos mosquito. Protetor solar, sim.

Quem fez este diário

Somos Victor e Joyce, do canal Décima Via. O Victor viaja o mundo há 9 anos trabalhando com fotografia, e há 4 anos a gente viaja junto. Esse foi o terceiro safari amazônico do Victor. Mais sobre nós.

Mais de Manaus

Todos os vídeos

Por enquanto, este é o único vídeo de Manaus. Veja o resumo e as dicas do destino ou todos os vídeos.